terça-feira, 19 de novembro de 2013

A arte de cultivar borboletas.

Eu ainda sinto aquelas malditas borboletas, parecem nunca dormir... No final, sou eu quem adormeço enquanto elas brincam em meu estômago, fazem piruetas, giram, e eu só queria arrancá-las de lá. Guardá-las em uma caixa de vidro, onde eu pudesse ver suas cores e formas sempre que tivesse vontade e pudesse tampá-las quando não quisesse mais aquelas piruetas infinitas. Algumas morreriam com o tempo, eu as tiraria e substituiria por novas se quisesse. Simples, rápido, triste. Difícil dizer o que seria menos doloroso, ver as borboletas morrerem em uma caixa ou deixar que tenham uma vida longa - ou não - em meu estômago. Prefiro deixar como está, elas voarão quando quiserem, para aonde quiserem. Um dia vou me dar conta de que as mais velhas se foram, deixando espaço para as mais novas, e assim, continuarei cultivando borboletas sem flores.

Fazer o quê?! Sou apaixonada pelas cores...
             

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Vê se aprende.

Você mentiu, omitiu, sumiu. Deixou dúvidas, questões, decepções. Qual a sensação? Não sei lidar sem parecer que vivo em constante obsessão. Não espere que eu vá fechar a cara, não é do meu feitio. Não espere que eu vá ligar xingando, procurarei outra forma de preencher o vazio.
Eu vi você chegar, se aproximar e deixei entrar.
Agora pode ir. Vá sem pressa de voltar. Não tenho pressa pra perdoar.
Vê se aprende que o amor é uma coisa boa, mas não foi feita pra qualquer pessoa. Vê se aprende que o amor vai muito além do que você pensa saber. Vê se aprende que calar não é perdoar.

E vê se aprende, que o amor só tem sentido se você souber amar.
   

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Amanheceu.

Aí o dia amanhece e você percebe que aquele assunto desagradável, que tanto lhe marcou e machucou, já não tem aquele potencial todo. Não que tenha passado, não que tenha deixado de importar... Ele apenas não te faz ficar pensativo horas a fio, vários dias por semana. Ele apenas não está arrancando pedaços de você.
Percebe então que pode até soltar alguns sorrisos ao tocar no assunto, mas (in)voluntariamente alguns murmúrios passam por entre os dentes. É complicado.
É claro que tem aqueles momentos em que não dá pra controlar e o coração dá aquela pulsada mais forte. A garganta parece se fechar e os olhos começam a ficar sensíveis. Você tosse, coça o olho, fingindo ser uma irritação... No final você se cala, e fica assim por um breve momento mas que parece ser longo, bem longo. Por mais que tente não pensar, é inevitável.
A boa notícia é que, com o tempo, você aprende a relevar esses sintomas.

Aí o dia amanhece e você percebe que aquele assunto desagradável, que tanto lhe marcou e machucou, já não tem aquele potencial todo. Pois é.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sentimentos.

Algumas coisas não tem forma, não tem sabor, não tem cheiro. E mesmo parecendo tão insignificante e apresentando um nível de periculosidade tão nulo, essas coisas podem te acertar em cheio, descer rasgando sua garganta e te fazer chorar por horas a fio. São o que costumam chamar de sentimentos. Te tiram o sono, a fome, o humor. Não são palpáveis, mas podem ser feridos. Não são visíveis, mas são notados com facilidade. E não adianta fingir, muito menos fugir. É inevitável. A dor da saudade, o sabor amargo de uma decepção... Não há remédio que cure, não há bebida que misture. Você cai, desaba e nem mesmo se move. Talvez um abraço apertado te faça sentir segurança por um momento, mas que abraço vai te apertar por dentro? Que beijo vai tocar sua mente? Quais palavras vão acalentar seu coração? Sentimento, sofrimento, desalento... Deixe de ser desatento. Reposicione pensamentos e prioridades. Não queira sentir a dor da perda, opte pela dor da saudade.
E não se esqueça: Deguste o doce sabor do amor, seja ele como for.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Tempo? Não tenho.

Temos muito ou pouco tempo? Há quem seja capaz de dizer que temos muito pouco tempo. Mas para quê? O tempo sempre foi algo relativo... Cada um tem o seu tempo e faz dele o que bem quer. Não entendo pessoas que justificam falta de interesse com falta de tempo. E entendo menos ainda quem se conforma com esse tipo de resposta. O tempo é contabilizado em momentos, não em minutos passados. O tempo de permanência na terra não é o mesmo tempo de vida... Viver em função do tempo é morrer a cada segundo que aquele seu relógio apressado conta. Um tic tac incessante, irritante, sufocante.
Não culpe o tempo por seus atrasos, por suas promessas não cumpridas. Não culpe o tempo por perder a oportunidade de ser feliz. Não culpe o tempo por ser inconstante, irresponsável e indiferente. Minutos, horas, dias... O tempo só existe pra te lembrar que nada é imortal. As oportunidades passam, os amores se vão e no final só resta você.
Você e seu relógio idiota.
Tempo é pra quem sabe usar, oportunidades são pra quem sabe aproveitá-las.
Por favor, não culpe o tempo ou a falta dele. Culpe sua incapacidade de assumir a falta de interesse.

O tempo pode até ser o melhor remédio, mas como veneno, ele é muito mais forte.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

sábado, 3 de agosto de 2013

Borboletas...

Acordou mas não se levantou. Manteve os olhos fechados por um longo espaço de tempo, na esperança de que os sonhos voltassem a passear pela sua mente. Não voltaram, ela então começou a vasculhar suas lembranças, em busca de um motivo para voltar a acreditar. Os encontrou, mas também encontrou vários motivos para não mais se importar.
Tinha aquela aparência de garota forte, quando na verdade tinha um coração frágil, que já havia sido machucado diversas vezes... O que acabou deixando o medo tomá-la por completo quando o assunto era confiar na palavra das pessoas. Não era rancorosa. Sofria, chorava, questionava e prometia não mais voltar atrás... Mas seu coração era grande demais, ela não conseguia negar aquele sentimento à ele. Por mais que ela soubesse que sofreria depois, ela gostava de sentir aquelas malditas borboletas no estômago, aquele frio subindo pelo seu corpo inteiro. Teimosa!
Acordou assustada, passeou tanto em suas lembranças que adormeceu. Não voltou pro sonho como queria, e por um lado foi até bom. Ela surta com uma facilidade impressionante, e no ritmo que ia, não estava longe de acontecer. Correu pro banho, ligou o chuveiro quente, deixou que a água percorresse todo seu corpo e formasse um escudo protetor do vento frio que entrava pela janela... Fechou os olhos e ficou ali, encolhida e cantando baixinho, tão baixinho que só ela e o coração sabiam qual música era. Demorou mais do que costuma no banho. Queria se arrumar para lidar com seus pensamentos. Roupa, perfume, lápis, blush e máscara para os cílios. Estava finalmente pronta. Sentou no sofá, ligou a TV e desligou o celular. Passou o dia todo daquela forma, envolvida em pensamentos e dúvidas, esperando que o ócio lhe trouxesse alguma solução... 
O dia chegou ao fim, ela novamente adormeceu e dessa vez foi embalada por sonhos que a fizeram sentir as borboletas brincando em seu estômago. Ela sabia que era um sonho, sabia que no futuro poderia sofrer, mas pelo sorriso que exibia não parecia se importar com as consequências. 
Fez das borboletas suas melhores amigas e brincava com elas constantemente. 
Dormindo ou acordada...

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
           

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Agosto... A gosto de quem?

Mês de agosto mal começou e as pessoas já estão fazendo dezenas de pedidos. Alguns pedem dinheiro, outros pedem fé, e alguns pedem até amor, como se essas coisas viessem embrulhadas com um laço de fita vermelho em cima. O problema é que poucas dessas pessoas se levantam e vão em busca daquilo que almejam. Querem que as coisas simplesmente aconteçam. O vento pode até mudar a direção, mas se você continuar indo em linha reta, seu destino será sempre o mesmo. Não importa quantos carros você tem, quantos pares de sapato de marca ficam entupindo seu armário. A estrada que você precisa percorrer não passa carro, não se pisa com sapato de marca. É preciso determinação e coragem pra seguir pela trilha estreita, se desviar dos galhos de preocupação, dos buracos de mentiras e das pedras de chateação. E essa trilha é estreita por um motivo: Você a percorre sozinho.
Não adianta se descabelar, ficar surtando pelos cantos, fazer alvoroço. Algumas pessoas simplesmente não se importam. Algumas nem mesmo notam. É como se você fosse invisível. E sinceramente, a sensação de ser invisível pro mundo é angustiante. Não grite só por dentro, um barulho no mundo externo às vezes é bom.
Portanto, não peça nada. Faça com que tudo aconteça.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...