quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Esse texto...

Sabe o que acontece? É que não dá pra ser perfeita o tempo todo. Por mais que eu me esforce, por mais sincera que eu seja, eu sou humana. Cometo erros, sou falha. Não de propósito, não é uma opção, é por condição mesmo. Se eu pudesse escolher, eu seria perfeita (no meu ponto de vista, claro). Eu ficaria bêbada quando quisesse, e melhoraria quando tivesse vontade. Eu falaria línguas diferentes, inventaria cigarros não prejudiciais, teria um cabelo digno de estrelas de Hollywood, falaria a coisa certa na hora certa e daria um jeito nessa minha memória fraca. Seria extremamente inteligente e teria os melhores conselhos. Coloco coisas em evidências desnecessariamente e isso me faz esquecer o que realmente importa. Quando noto a bagunça já foi feita e agora? Não há como desfazer, eu não vou "maquiar" a situação e fingir que não notei. Essa é o que a antiga Ricelly faria. Respiraria fundo e deixaria pra ver o que aconteceria. Mas agora é vida nova, lembram? Eu corro atrás, procuro achar uma solução, sofro com o medo da perda, e tiro forças daí. Não quero perder. Esse é o ponto. Não quero TE perder. Escolho uma música, e ela me leva pra mais perto de você. Vou assistir um filme, e meu corpo pede o seu pra ser meu aconchego. Quantas vezes já me peguei lembrando do seu perfume? Não importa o quão longe ele esteja, é o meu preferido. E como eu sempre digo quando o sinto: "Hum, meu perfume!". Sua voz me acalma. Seu olhar me deixa envergonhada. E teu sorriso? Ele me faz chorar por não tê-lo todos os dias, a todo momento. Sinto saudades, sou grudenta e ciumenta. Olho pra você e quero manter esse contato eternamente. É tão difícil dizer "Boa noite" ou "Bom dia" quando são de despedidas. Sabe o que mais? Comecei escrevendo sobre falhas, erros... E quero deixar bem claro que vou errar com você algumas vezes, mas quero esclarecer também que esses erros não serão propositais. A última coisa que quero é te machucar e se eu pudesse ser perfeita, além de todas as coisas que citei, meu maior desejo seria te fazer feliz a cada dia, te proporcionar momentos inesquecíveis e jamais permitir que uma lágrima de tristeza role teu rosto. E se rolarem, que eu não seja o motivo, mas esteja ali do seu lado pra evitar que caiam ou apenas te ofereça meu peito pra você se apoiar e se sentir segura. Serei a melhor que puder ser, e com certeza serei por você. Sempre por você. 

"It's you, it's you, it's all for you"

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

Até quando?

Perder o ar, perdoar... Perder o ar, perdoar... Perder o ar, perdoar. Até quando?

Será?

Às vezes, o melhor a se fazer é não fazer absolutamente nada.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
    

Fim do mundo?

Esperando pelo fim do mundo pela 1684843548ª vez.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Uma certeza.

Inocência é uma qualidade que quando em excesso, vira defeito.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

Releve e revele.

Relevar é revelar a sua vocação pra ser feito de bobo.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pensamentos aleatórios.

Nunca deixe sua mente ter o controle da situação. Afinal, ela que é sua, e não você que é dela.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
          

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pensando bem.

Não acredito em juras. Acredito em atitudes.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Nesse ritmo.

Consequências só existem devido aos fatos.
Se não quer que algo aconteça, não dê motivos.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

sábado, 6 de outubro de 2012

Em busca de limites

Às vezes eu queria pensar menos.
Menos coisas, por menos tempo, com uma intensidade bem menor.
Pensar demais cansa e nos faz criar um mundo muito complexo e assustador.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
      

Devaneios

Não tenho medo do tempo. Tenho medo do que ele pode fazer com as coisas, com as pessoas, com a gente...

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
        

Be strong

Todo dia é dia de bebedeira e também de decepções. Acostume-se e esteja sempre preparada pra um dos dois. Ou pros dois ao mesmo tempo.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
          

domingo, 12 de agosto de 2012

Ponto fraco.

Em tese, o dia dos pais já passou. Mas eu precisava escrever algo antes de deitar. Não conseguiria pregar os olhos sem me libertar dessa angústia. 

Hoje algo me atacou em cheio. Abalou totalmente minhas estruturas, e eu me vi numa situação lastimável. Me vi chorando como um bebê que acaba de nascer, como uma criança mimada que não ganha o presente desejado no natal. E olhando por esse lado, eu me julgo a partir de hoje uma pessoa absurdamente mimada.

Não cabe a mim dizer o motivo, eu seria insensível demais e hipócrita demais se contasse aqui uma história que não é minha. Mas por outro lado, posso expor o que eu senti.
Hoje eu vi que meu ponto mais fraco é o meu pai. Acima de tudo e de todos. Acima de qualquer coisa nesse mundo. Meu pai é a minha vida. Minha base, meu alicerce, meu porto seguro, minha inspiração, meu motivo pra viver. Sem controvérsias, sem exageros. A gente briga, discute, se enfrenta. E cinco minutos depois estamos rindo um da cara do outro. Ele me nega muitos pedidos, me proíbe de ir em certos lugares e me priva de muitas coisas. Mas mesmo assim, meus privilégios em comparação ao meu irmão, são visíveis.

Quem me conhece, sabe que meu relacionamento com minha mãe não é dos melhores. Nossa relação não é de mãe e filha. Nunca foi desde que ela descobriu que eu era mocinha (leia-se lésbica) e que eu já sabia disso. Por esses e tantos outros motivos, eu e minha mãe somos quase que "estranhas" na maior parte do tempo dentro de casa.
Mas meu pai sempre foi a pessoa que me apoiou em tudo. Do jeito dele. Fechado, grosso, ignorante e com uma baita resistência. Mas ele só esperava eu esquecer o que havia pedido, pra ir lá e ceder aos meus caprichos.
Sim, sou mimada. Mas sei dar valor ao que tenho.
Posso não ser a menininha do papai que vai ter um namoradinho, que vai virar um maridinho. Mas continuo sendo a princesa que sabe lidar com o ogro da casa. É mais ou menos isso.

Então, enquanto meu pai trabalhava hoje, pra fornecer todo o conforto que me é concedido, todas as frescuras que gosto de comer, todas as cervejas que gosto de beber, todos os livros que gosto de ler, todos os perfumes que gosto de ter, todas as maquiagens que gosto de usar, todos os banhos quentes que gosto de tomar e principalmente, todo meu caráter que gosto de ter, manter e exercer; enquanto ele trabalhava pra tornar tudo isso possível, eu me vi numa situação maluca de extrema necessidade de ter ele comigo.
Então sim, eu desabei, chorei, solucei, e lembrei que a muito tempo eu não falava/falo diretamente pra ele o quanto eu o amo.

Não estou escrevendo isso simplesmente por ter sido o dia dos pais.
Não é hipocrisia. Não é impulso. Não é nada disso.
Hoje eu sofri de verdade, e não quero ficar com isso me aturdindo.
A verdade é que meu pai é o melhor pai do mundo.
Não é demagogia, é só que eu não poderia ter outro, não poderia sonhar com outro.
E se alguém me perguntar quem é a pessoa mais importante na minha vida, eu respondo sem precisar pensar meio segundo: Meu Pai!

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
           

sábado, 11 de agosto de 2012

Percepções.

Vou tentar escrever todos os dias agora. Percebi que descubro coisas sobre mim apenas quando escrevo. E também percebi que são coisas importantes, aspectos que devem ser levados a sério. Gosto de escrever, mas parei de fazer um roteiro, ou pensar em um tema. Vai fluindo e vou colocando pra fora. E sabe o que é melhor? Tá funcionando bem.
Notei também que estou menos adepta a vírgulas, e isso não é bom. Pontos finais demais podem ser assustadores, se analisados do ângulo certo. Mas não vou me forçar a mudar isso. Sei que faz parte da minha essência neste ponto da minha vida.
Nunca gostei dessa história de várias faces, mas comecei a ver tudo com outros olhos e analisar todos os fatos. Posso ser um amor com alguém, mas também posso ser o cúmulo da ignorância com outro alguém. Tudo depende de como me sinto em relação a situação.
Percebi que não sou tão "controlada" quanto pensei que fosse. Eu tenho um limite de autocontrole, e tenho ultrapassado ele frequentemente. Sei lá se isso é bom. Parei de me preocupar com certas consequências.
Falando em consequências, acho que tenho um longo caminho pela frente que terá que ser enfrentado pela segunda vez. E não faço a mínima ideia de como fazer isso.
O fato é que comecei a faculdade, e estou na fase de conhecer pessoas novas, e essas mesmas pessoas querem me conhecer. Tudo bem, tirando o fato de que não sei como reagirão em relação a minha sexualidade. Sexualidade essa, da qual eu nunca tive dúvidas e muito menos vergonha.
Já passei por essa fase a uns anos atrás, e agora terei que passar por tudo de novo. A diferença é que as pessoas de agora se julgam "adultas de opinião formada". Tudo balela.
Enfim, mais um motivo pra continuar praticando meu autocontrole e aprender a respeitar meus próprios limites.
Me desejem sorte.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tudo se esvai.

Todas as noites eu digo pra mim mesma que farei um post novo. Mas as horas vão passando, e quando noto, já são 6 da manhã e eu preciso dormir. Hoje é sexta a noite, e eu não tenho nada em mente. Não custa nada fazer uma seleção de músicas antigas e colocar no player pra começar a escrever. 

Hoje passaram uma ficha na faculdade onde dentre as poucas questões, havia uma que perguntava o que eu sabia fazer. Até cogitei escrever que faço textos e algumas poesias. Mas depois pensei bem e decidi que era melhor não. Se fosse a um tempo atrás, eu poderia dizer isso, mas hoje em dia, são raras as vezes que paro e deixo as palavras saírem. Minto... Eu até as deixo saírem, mas não sei lidar com elas mais. Assumo.
Posso escrever dezenas de vezes e fazer alterações mais algumas centenas, que nunca fico satisfeita. Fico procurando aquelas palavras de alguns anos atrás, aquela facilidade de encaixá-las nos lugares perfeitos. Um casamento entre minhas idéias e minha criatividade. Agora me pergunto aonde foram parar essas duas coisas. Se perderam em qual momento da minha vida? Não percebi acontecendo e me lamento agora. Não quero parecer egocêntrica, mas a verdade é que eu gostava das coisas que era capaz de escrever e expressar.
Voltando um pouco nas minhas memórias, eu percebo quanta coisa se perdeu. Talento, força de vontade, sorte, crenças e coragem. Todas essas características faziam parte do que eu era. Eu sabia que as tinha, mas não acreditava que iriam se esvair com o passar dos anos. Tolice. Tudo se vai com o tempo. Pouquíssimas coisas permanecem, e mesmo quando acontece, há mutações.Sempre há.
Algumas coisas mudam pra melhor, eu sei disso. Mas nós, humanos, tendemos a não perceber quando isso acontece, ou percebemos e não valorizamos. Aí tudo fode outra vez.
Se você sentir algo diferente, arrisque, insista. Não importa do que se trata. Nunca se sabe quando seu futuro está prestes a ser iniciado.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Me identificando.

Me vi em tantas coisas (em todas) desse texto, que fiquei boba. Me encantei com o cuidado aos detalhes, com o conhecimento da cultura e com a intimidade com nossa "língua". Simplesmente fantástico e completamente verdadeiro.

O sotaque das mineiras. 
Carlos Drummond de Andrade

O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar lindo (das mineiras) ficou de fora? 
Porque, Deus, que sotaque!
Mineira deveria nascer com tarja preta avisando:
ouvi-la faz mal à saúde. 
Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? 
Assino achando que ela me faz um favor.
Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. 
Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.
Preferem abandoná-las no meio do caminho, não dizem:
pode parar, dizem: 'pó parar'. 
Não dizem: onde eu estou?, dizem: 'ôncôtô'.
Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem lingüisticamente falando, apenas de uais, trens e sôs. 
Digo-lhes que não. 
Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade.
Fala que ele é bom de serviço.
Pouco importa que seja um juiz ou jogador de futebol.
Mineiras não usam o famosíssimo 'tudo bem'. 
Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra:
- 'Cê tá boa?'.
Para mim, isso é pleonasmo.
Perguntar para uma mineira se ela tá boa é desnecessário.
Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. 
Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: 
- 'Mexe' com isso não, sô (leia-se: sai dessa, é fria, etc.).
O verbo 'mexer', para os mineiros, tem os mais amplos significados..
Quer dizer, por exemplo, trabalhar. 
Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido.
Querem saber o seu ofício.
Os mineiros também não gostam do verbo conseguir.
Aqui ninguém consegue nada.
Você não dá conta.
'Sôcê' (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: 
- 'Aqui', não vou dar conta de chegar na hora, não, 'sô'.
Esse 'aqui' é outro que só tem aqui.
É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase.
É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção. 
É uma forma de dizer:
- Olá, me escutem, por favor.
É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.
Mineiras também não dizem apaixonada por.
Dizem, sabe-se lá por que, 'apaixonada com'.  
Soa engraçado aos ouvidos forasteiros.
Ouve-se a toda hora:
- Ah, eu apaixonei 'com' ele...
Ou: Sou doida 'com' ele (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro).
Elas vivem apaixonadas com alguma coisa. 
Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe.
É um tal de 'bonitim', 'fechadim', e por aí vai.
Já me acostumei a ouvir:
- E aí, 'vão?'. Traduzo:
- E aí, vamos?
Não caia na besteira de esperar um 'vamos' completo de uma mineira. 
Não ouvirá nunca.
Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira.
Nada pessoal.
Aqui certas regras não entram.
São barradas pelas montanhas.
Por exemplo, em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer:  
- Eu preciso 'de' ir.
Onde os mineiros arrumaram esse 'de', aí no meio, é uma boa pergunta.
Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe.
Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. 
Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. 
Entendam...
Você não precisa ir, você precisa 'de' ir.
Você não precisa viajar, você precisa 'de' viajar.
Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: 
- Ah, mãe, eu preciso 'de' ir? 
No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um 'tanto de coisa'.
O supermercado não estará lotado, ele terá um 'tanto de gente'.
Se a fila do caixa não anda, é porque está 'agarrando' lá na frente.
Entendeu?
Agarrar é agarrar, ora!
Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena,  suspirará:
- 'Ai, gente, que dó'. 
É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.
Não vem 'caçar confusão' pro meu lado. 
Porque devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro 'caça confusão'.
Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele 'vive caçando confusão'. 
Para uma mineira falar que algo é muitíssimo bom vai dizer:
- 'Ô, é sem noção'.
Entendeu?
É 'sem noção! 
' Só não esqueça, por favor, o 'Ô' no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?
Capaz...
Se você propõe algo ela diz:
- 'Capaz'!!!
Vocês já ouviram esse 'capaz'?
É lindo.
Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer 'ce acha que eu faço isso!?'
Com algumas toneladas de ironia...
Se você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá:
-'Ô dó dôcê'. 
Entendeu?
Não?
Deixa para lá.
É parecido com o 'nem...'.
Já ouviu o 'nem...? 
' Completo ele fica:
- Ah, 'nem'...
O que significa?
Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum.
Você diz:
- Meu amor, 'cê' anima 'de' comer um tropeiro no Mineirão? 
Resposta:
- 'Nem...'.
Ainda não entendeu?
Uai, nem é nem.
A propósito, um mineiro não pergunta:
- Você não vai?
A pergunta, mineiramente falando, seria:
- 'Cê' não anima 'de' ir?  
Tão simples.
O resto do Brasil complica tudo.
É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...
Falando em 'ei...'.
As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o 'ei' no lugar do 'oi'. 
Você liga, e elas atendem lindamente:
- 'Eiiii!!!', com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...
Tem tantos outros...
O plural, então, é um problema.
Um lindo problema, mas um problema. 
Sou, não nego, suspeito.
Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.
Aliás, deslizes nada.
Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. 
Se você, em conversa, falar: 
- Ah, fui lá comprar umas coisas...
- 'Que' s coisa?' - ela retrucará.
O plural dá um pulo.
Sai das coisas e vai para o que.
Ouvi de uma menina culta um 'pelas metade', no lugar de 'pela metade'. 
E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa,confidenciará:
- Ele pôs a culpa 'ni mim'.
A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas.
Ontem, uma senhora docemente me consolou:  
'preocupa não, bobo!'.
E meus ouvidos, já acostumados às ingênuas conjugações mineiras, nem se espantam.
Talvez se espantassem se ouvissem um: 'não se preocupe', ou algo assim.
A fórmula mineira é sintética. 
E diz tudo.
Até o tchau, em Minas, é personalizado.
Ninguém diz tchau pura e simplesmente.
Aqui se diz: 'tchau pro cê', 'tchau pro cês'.
É útil deixar claro o destinatário do tchau.
Trem bão tambem demais sô...
                       

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fraquezas.

Venho percebendo o quão fraca sou e o estrago que pequenos atos podem fazer em mim. Meu sangue ferve por coisas mínimas, mas por outro lado eu aceito tanta coisa calada. Ainda não aprendi a me conter, sou explosiva, efusiva, extremista e exageradamente carente. Mas sabe o que me intriga mais? Mesmo carente, tenho uma certa relutância com 98% das pessoas que chegam perto de mim. É contraditório e irônico, mas é verdade... Não converso com qualquer pessoa, não deixo que me toquem (nem pra tirar algo que caiu em mim), não crio laços, não ligo pra perguntar como a família está, não paro pra conversar na padaria - nem vou à padaria - e quando me elogiam fico de todas as cores possíveis, se o fazem demais eu fecho a cara e saio de perto.  Não sei quando me tornei assim, mas sei quando perdi a minha essência doce e tranquila, de quem tinha solução pra tudo durante minha conturbada evolução. Mesmo não sendo algo do qual me orgulho, me trouxe visões diferentes da vida, das pessoas e principalmente de mim. Mudanças extremas pedem medidas exageradas - e desesperadas -. Medidas essas que me fizeram ser mais fria em certas situações. As vezes acho que vou perder a cabeça, mas em outros momentos me acho mais forte do que qualquer outra coisa. Sou bem inconstante, mas gosto de ter controle da situação. Prefiro ser franca a respeito de tudo pra evitar constrangimentos futuros e perdas desnecessárias. Até porquê, não sei lidar com perdas. Mas também gosto quando são francos comigo, se eu souber tudo que se passa, eu vou saber como lidar com a situação e cuidar pra que saia tudo como planejado. E pode ter certeza, se eu me importo com uma pessoa, é porquê eu gosto de verdade. E como não distribuo carinho e afeto como se fosse o Papai Noel distribuindo doces na porta da Igreja, meus sentimentos acabam se acumulando e quando decido mostrar como sou por dentro da camada áspera de rancor, acontece um exacerbo de amor incrível. E junto vem o apego... Que se torna outro problema sério. Não me desapego fácil, não sei simplesmente deixar acontecer e esperar o tempo tomar as decisões, prefiro ter as rédias da minha vida em minhas mãos e isso é o que mais me prejudica. Minha maior fraqueza é não saber respeitar o tempo e entender suas peças que são pregadas durante o caminho. Mas estou trabalhando nisso, um dia eu chego lá - ou não -.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
                        

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Confuso?

Sabe o que é mais difícil? Quando nada consegue te animar.
Parece que a vida te sacaneia e ao mesmo tempo te dá tudo que é preciso pra você ser feliz. Mas você não quer nada daquilo.
Você ama passear, mas o passeio só te faz se sentir pior. Você ama comer algo, mas quem tem fome quando não se tem cabeça. Você precisava muito de alguma coisa, você ganha aquela coisa, mas e daí? Você sonhou com um apoio, uma ajuda por muito tempo, e agora você tem esse apoio bem além do que você esperava. Mas me diz, qual a sensação de ter tudo e nada? É horrível.
Talvez pareça cedo demais, pareça exagerado demais. Mas não é. É simples, é puro, é verdadeiro. Intenso.
Pessoas acham que não sinto, que tenho uma pedra no lugar do coração. Mas peraí, NINGUÉM é assim. Posso não ser a pessoa mais doce que conhecem, mas tenho meus momentos, tenho minhas crises, tenho minhas lágrimas aqui, e querem saber? Elas escorrem. E quando começam, não há nada que as façam parar. Mordo os lábios por nervosismo, balanço as pernas numa velocidade absurda e por um tempo incalculável. Estalo meus dedos freneticamente. Balanço a cabeça em sinal de negação. Respiro forte e enfim, desabo.
Não acredita? Acha que sou um monstro? Porra! Vem viver aqui então. Compartilha um pouco comigo.
Sou chata, sou grossa, sou fria, não ligo pra perguntar como você está, nem vou te visitar. Mas e daí? Isso não me torna menos humana.
Algumas decisões não são tomadas por mim - tenho um coração, lembram? -, por isso eu falho, quebro promessas, minto, e machuco as pessoas. Não é de propósito, mas acontece.

Não faço mais rascunhos de textos, vou escrevendo e mudando o foco constantemente, portanto me perdoem se isso aqui já não faz sentido algum. Só precisava escrever algo.

Texto confuso? Imagina minha cabeça.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reconhecendo desastres.

Sabe qual a melhor forma de prever um desastre?
Quando você percebe que tudo está indo bem demais.

É sério isso. Sempre que algo é bom demais, pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde algo vai acontecer e acabar com toda sua alegria. Me perdoem, mas tenho que ser clichê por um momento, porque a vida meu caro, a vida é uma caixinha de surpresas. E surpresas nem sempre são boas, certo?
Mas o que fazer quando a vida resolver que você não merece aquela paz?
Enfrente, oras. Encontre um refúgio. Pode ser seu quarto, sua geladeira, seus chocolates, suas garrafas com diferentes proporções e porcentagens alcoólicas (escolha a mais forte), suas músicas preferidas que por algum motivo você vai optar pelas depressivas só pra atenuar o momento.
Ok, mas o que você faz agora?
Se concentre em nada e saia de si por um momento - longo de preferência -. Espere o tempo passar e finja que tudo vai se acertar sem que você se esforce. Eu sei que não vai, mas e daí? Não é hora pra se preocupar com isso, certo?
Por último mas não menos importante: Chore. Sim, não tenha vergonha. Chore muito. É bom.
Repita isso quantas vezes for necessário e você verá que vai ser a melhor hora do dia.
É revigorante fugir dos problemas.

Mas um lembrete: NADA vai se resolver sem que você mova um dedo. Uma hora você terá que se reerguer, deixar de lado esse mundo incrível que se forma quando se foge do real e agir.

E agora? Boa sorte!

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

Continuando com a falta de raciocínio.

Decorando o blog eu percebo que meus gostos também mudaram.
Me apego a canções nostálgicas na maioria das vezes e me sinto diferente. Como se saísse de mim e ficasse por uns breves minutos apenas no plano espiritual. Olhando em volta, olhando por dentro. Uma sensação única de desapego, mas me apegando como nunca.
As pessoas me perguntam se estou bem, dizem que sumi - até perderam o receio de me convidar pra alguma festa -, sentem minha falta e não pensam duas vezes antes de se aproximarem de mim...
Mas a verdade é que eu nunca estive presente de corpo e alma. Eu estava lá, mas nunca me doei verdadeiramente pras pessoas. Ninguém me conheceu sem máscaras e sem privações. Não digo máscaras de mentiras, dupla personalidade ou nada disso. Minha máscara era uma segunda pele, uma pele totalmente superficial, que me consumia e escondia por anos.
E sim, eu aceito dizerem que mudei e que não sabiam que eu era assim - até gosto -. Eu brinco, danço, conto piadas. Sou eu mesma e olha que ironia, as pessoas gostam mais da pessoa que eu realmente sou do que daquela que me fiz parecer. Tolice.
Estou dando conselhos, e modéstia parte, são dos bons... Tenho experiência mental, e capacidade de pensar no passado e futuro ao mesmo tempo. Me conte sua história e eu lhe direi o que EU faria. Costuma funcionar.
Estou rindo das coisas mais idiotas, voltando a dançar na cadeira e aprendendo a simplesmente sentir a energia do momento.
No fundo eu acho graça desse mundo louco onde as pessoas matam, morrem ou apenas de privam de viver por tão pouco. E antes que me julguem, eu não estou dizendo que estacionei no tempo por nada, se eu parei foi porquê me importava, mas parar no tempo nunca é certo, por motivo nenhum. Deu pra compreender?
Me façam rir, mexam comigo na rua, chamem minha atenção, e verão que agora eu estou aqui!

Sem planos, sem rascunhos, uma única base. Apenas pra seguir o ritmo da minha evolução.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vida nova.

Blog novo, tudo novo, vida nova...
Não sei por onde começar, talvez pela falta de assunto, e por estar criando um blog a essa hora pela falta do que fazer.
No meu antigo blog eu falava sobre fatos que ocorriam comigo, ou com pessoas próximas. Mesmo que não fosse a idéia inicial do blog, ele acabou se tornando um espaço de humor. Eu gostava de escrever pra ele, de procurar imagens pra deixar o texto mais elaborado. Mas com o tempo fui cansando, e perdendo a vontade.
Não andava muito bem, portanto inspiração era algo que me faltava muito.
Tomei algumas decisões que mudaram totalmente o rumo da minha história - história essa da qual eu já não conseguia me imaginar -, e não foi da noite pro dia. Pensei muito e cheguei a conclusão de que o melhor a fazer era praticar o desapego. O problema é que meu desapego já é um pouco presente. Consequência disso foi que acabei me desapegando de tudo e de todos.
Daí surge o termo "Vida Nova". Mudei meus hábitos, meus horários, minha falas, meus amigos - que amigos? -, minhas bebidas, minha rotina. Mudei. E sabe o que aconteceu? Eu gostei. Pois é, gostei. Respirar novos ares, novos perfumes, novos carinhos... não falo apenas de carinho físico. Me abri para receber palavras carinhosas, pessoas carinhosas. E isso foi um grande avanço já que eu não deixava ninguém se aproximar.
Mas mesmo com esse carinho todo, me tornei uma pessoa mais fria e muito pouco calculista.
Se eu tenho vontade, eu faço. Se eu gostei, eu repito. E se me apeguei, não largo. Meio extremista, não é?!
As consequências são algo que não me incomodam nem um pouco.
É arriscado, as vezes doloroso, mas cá pra nós... É bom!
Um exemplo disso é esse blog. Não sei se vou continuar escrevendo. Posso dar uma passada aqui de 2 em 2 dias. Talvez de 2 em 2 semanas. Ou quem sabe 2 em 2 meses. Não me importa. Porque eu faço apenas o que tenho vontade. Ando cheia de conspirações, e teses sem sentido. Quase uma poeta, e quase uma doente mental, acho que as coisas existentes na mente desses dois tipos tenha a mesma base, e o mesmo objetivo. A diferença é que um aprende a se expressar e se torna poeta, o outro se perde em meio a tantas (in)certezas e acaba maluco. Estou entre essas duas vertentes. E é assim que vou levando até descobrir que fim terei - se é que isso vai ter fim -.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...