sexta-feira, 15 de junho de 2012

Confuso?

Sabe o que é mais difícil? Quando nada consegue te animar.
Parece que a vida te sacaneia e ao mesmo tempo te dá tudo que é preciso pra você ser feliz. Mas você não quer nada daquilo.
Você ama passear, mas o passeio só te faz se sentir pior. Você ama comer algo, mas quem tem fome quando não se tem cabeça. Você precisava muito de alguma coisa, você ganha aquela coisa, mas e daí? Você sonhou com um apoio, uma ajuda por muito tempo, e agora você tem esse apoio bem além do que você esperava. Mas me diz, qual a sensação de ter tudo e nada? É horrível.
Talvez pareça cedo demais, pareça exagerado demais. Mas não é. É simples, é puro, é verdadeiro. Intenso.
Pessoas acham que não sinto, que tenho uma pedra no lugar do coração. Mas peraí, NINGUÉM é assim. Posso não ser a pessoa mais doce que conhecem, mas tenho meus momentos, tenho minhas crises, tenho minhas lágrimas aqui, e querem saber? Elas escorrem. E quando começam, não há nada que as façam parar. Mordo os lábios por nervosismo, balanço as pernas numa velocidade absurda e por um tempo incalculável. Estalo meus dedos freneticamente. Balanço a cabeça em sinal de negação. Respiro forte e enfim, desabo.
Não acredita? Acha que sou um monstro? Porra! Vem viver aqui então. Compartilha um pouco comigo.
Sou chata, sou grossa, sou fria, não ligo pra perguntar como você está, nem vou te visitar. Mas e daí? Isso não me torna menos humana.
Algumas decisões não são tomadas por mim - tenho um coração, lembram? -, por isso eu falho, quebro promessas, minto, e machuco as pessoas. Não é de propósito, mas acontece.

Não faço mais rascunhos de textos, vou escrevendo e mudando o foco constantemente, portanto me perdoem se isso aqui já não faz sentido algum. Só precisava escrever algo.

Texto confuso? Imagina minha cabeça.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Reconhecendo desastres.

Sabe qual a melhor forma de prever um desastre?
Quando você percebe que tudo está indo bem demais.

É sério isso. Sempre que algo é bom demais, pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde algo vai acontecer e acabar com toda sua alegria. Me perdoem, mas tenho que ser clichê por um momento, porque a vida meu caro, a vida é uma caixinha de surpresas. E surpresas nem sempre são boas, certo?
Mas o que fazer quando a vida resolver que você não merece aquela paz?
Enfrente, oras. Encontre um refúgio. Pode ser seu quarto, sua geladeira, seus chocolates, suas garrafas com diferentes proporções e porcentagens alcoólicas (escolha a mais forte), suas músicas preferidas que por algum motivo você vai optar pelas depressivas só pra atenuar o momento.
Ok, mas o que você faz agora?
Se concentre em nada e saia de si por um momento - longo de preferência -. Espere o tempo passar e finja que tudo vai se acertar sem que você se esforce. Eu sei que não vai, mas e daí? Não é hora pra se preocupar com isso, certo?
Por último mas não menos importante: Chore. Sim, não tenha vergonha. Chore muito. É bom.
Repita isso quantas vezes for necessário e você verá que vai ser a melhor hora do dia.
É revigorante fugir dos problemas.

Mas um lembrete: NADA vai se resolver sem que você mova um dedo. Uma hora você terá que se reerguer, deixar de lado esse mundo incrível que se forma quando se foge do real e agir.

E agora? Boa sorte!

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

Continuando com a falta de raciocínio.

Decorando o blog eu percebo que meus gostos também mudaram.
Me apego a canções nostálgicas na maioria das vezes e me sinto diferente. Como se saísse de mim e ficasse por uns breves minutos apenas no plano espiritual. Olhando em volta, olhando por dentro. Uma sensação única de desapego, mas me apegando como nunca.
As pessoas me perguntam se estou bem, dizem que sumi - até perderam o receio de me convidar pra alguma festa -, sentem minha falta e não pensam duas vezes antes de se aproximarem de mim...
Mas a verdade é que eu nunca estive presente de corpo e alma. Eu estava lá, mas nunca me doei verdadeiramente pras pessoas. Ninguém me conheceu sem máscaras e sem privações. Não digo máscaras de mentiras, dupla personalidade ou nada disso. Minha máscara era uma segunda pele, uma pele totalmente superficial, que me consumia e escondia por anos.
E sim, eu aceito dizerem que mudei e que não sabiam que eu era assim - até gosto -. Eu brinco, danço, conto piadas. Sou eu mesma e olha que ironia, as pessoas gostam mais da pessoa que eu realmente sou do que daquela que me fiz parecer. Tolice.
Estou dando conselhos, e modéstia parte, são dos bons... Tenho experiência mental, e capacidade de pensar no passado e futuro ao mesmo tempo. Me conte sua história e eu lhe direi o que EU faria. Costuma funcionar.
Estou rindo das coisas mais idiotas, voltando a dançar na cadeira e aprendendo a simplesmente sentir a energia do momento.
No fundo eu acho graça desse mundo louco onde as pessoas matam, morrem ou apenas de privam de viver por tão pouco. E antes que me julguem, eu não estou dizendo que estacionei no tempo por nada, se eu parei foi porquê me importava, mas parar no tempo nunca é certo, por motivo nenhum. Deu pra compreender?
Me façam rir, mexam comigo na rua, chamem minha atenção, e verão que agora eu estou aqui!

Sem planos, sem rascunhos, uma única base. Apenas pra seguir o ritmo da minha evolução.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

terça-feira, 12 de junho de 2012

Vida nova.

Blog novo, tudo novo, vida nova...
Não sei por onde começar, talvez pela falta de assunto, e por estar criando um blog a essa hora pela falta do que fazer.
No meu antigo blog eu falava sobre fatos que ocorriam comigo, ou com pessoas próximas. Mesmo que não fosse a idéia inicial do blog, ele acabou se tornando um espaço de humor. Eu gostava de escrever pra ele, de procurar imagens pra deixar o texto mais elaborado. Mas com o tempo fui cansando, e perdendo a vontade.
Não andava muito bem, portanto inspiração era algo que me faltava muito.
Tomei algumas decisões que mudaram totalmente o rumo da minha história - história essa da qual eu já não conseguia me imaginar -, e não foi da noite pro dia. Pensei muito e cheguei a conclusão de que o melhor a fazer era praticar o desapego. O problema é que meu desapego já é um pouco presente. Consequência disso foi que acabei me desapegando de tudo e de todos.
Daí surge o termo "Vida Nova". Mudei meus hábitos, meus horários, minha falas, meus amigos - que amigos? -, minhas bebidas, minha rotina. Mudei. E sabe o que aconteceu? Eu gostei. Pois é, gostei. Respirar novos ares, novos perfumes, novos carinhos... não falo apenas de carinho físico. Me abri para receber palavras carinhosas, pessoas carinhosas. E isso foi um grande avanço já que eu não deixava ninguém se aproximar.
Mas mesmo com esse carinho todo, me tornei uma pessoa mais fria e muito pouco calculista.
Se eu tenho vontade, eu faço. Se eu gostei, eu repito. E se me apeguei, não largo. Meio extremista, não é?!
As consequências são algo que não me incomodam nem um pouco.
É arriscado, as vezes doloroso, mas cá pra nós... É bom!
Um exemplo disso é esse blog. Não sei se vou continuar escrevendo. Posso dar uma passada aqui de 2 em 2 dias. Talvez de 2 em 2 semanas. Ou quem sabe 2 em 2 meses. Não me importa. Porque eu faço apenas o que tenho vontade. Ando cheia de conspirações, e teses sem sentido. Quase uma poeta, e quase uma doente mental, acho que as coisas existentes na mente desses dois tipos tenha a mesma base, e o mesmo objetivo. A diferença é que um aprende a se expressar e se torna poeta, o outro se perde em meio a tantas (in)certezas e acaba maluco. Estou entre essas duas vertentes. E é assim que vou levando até descobrir que fim terei - se é que isso vai ter fim -.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...