segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fraquezas.

Venho percebendo o quão fraca sou e o estrago que pequenos atos podem fazer em mim. Meu sangue ferve por coisas mínimas, mas por outro lado eu aceito tanta coisa calada. Ainda não aprendi a me conter, sou explosiva, efusiva, extremista e exageradamente carente. Mas sabe o que me intriga mais? Mesmo carente, tenho uma certa relutância com 98% das pessoas que chegam perto de mim. É contraditório e irônico, mas é verdade... Não converso com qualquer pessoa, não deixo que me toquem (nem pra tirar algo que caiu em mim), não crio laços, não ligo pra perguntar como a família está, não paro pra conversar na padaria - nem vou à padaria - e quando me elogiam fico de todas as cores possíveis, se o fazem demais eu fecho a cara e saio de perto.  Não sei quando me tornei assim, mas sei quando perdi a minha essência doce e tranquila, de quem tinha solução pra tudo durante minha conturbada evolução. Mesmo não sendo algo do qual me orgulho, me trouxe visões diferentes da vida, das pessoas e principalmente de mim. Mudanças extremas pedem medidas exageradas - e desesperadas -. Medidas essas que me fizeram ser mais fria em certas situações. As vezes acho que vou perder a cabeça, mas em outros momentos me acho mais forte do que qualquer outra coisa. Sou bem inconstante, mas gosto de ter controle da situação. Prefiro ser franca a respeito de tudo pra evitar constrangimentos futuros e perdas desnecessárias. Até porquê, não sei lidar com perdas. Mas também gosto quando são francos comigo, se eu souber tudo que se passa, eu vou saber como lidar com a situação e cuidar pra que saia tudo como planejado. E pode ter certeza, se eu me importo com uma pessoa, é porquê eu gosto de verdade. E como não distribuo carinho e afeto como se fosse o Papai Noel distribuindo doces na porta da Igreja, meus sentimentos acabam se acumulando e quando decido mostrar como sou por dentro da camada áspera de rancor, acontece um exacerbo de amor incrível. E junto vem o apego... Que se torna outro problema sério. Não me desapego fácil, não sei simplesmente deixar acontecer e esperar o tempo tomar as decisões, prefiro ter as rédias da minha vida em minhas mãos e isso é o que mais me prejudica. Minha maior fraqueza é não saber respeitar o tempo e entender suas peças que são pregadas durante o caminho. Mas estou trabalhando nisso, um dia eu chego lá - ou não -.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
                        

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