terça-feira, 19 de novembro de 2013

A arte de cultivar borboletas.

Eu ainda sinto aquelas malditas borboletas, parecem nunca dormir... No final, sou eu quem adormeço enquanto elas brincam em meu estômago, fazem piruetas, giram, e eu só queria arrancá-las de lá. Guardá-las em uma caixa de vidro, onde eu pudesse ver suas cores e formas sempre que tivesse vontade e pudesse tampá-las quando não quisesse mais aquelas piruetas infinitas. Algumas morreriam com o tempo, eu as tiraria e substituiria por novas se quisesse. Simples, rápido, triste. Difícil dizer o que seria menos doloroso, ver as borboletas morrerem em uma caixa ou deixar que tenham uma vida longa - ou não - em meu estômago. Prefiro deixar como está, elas voarão quando quiserem, para aonde quiserem. Um dia vou me dar conta de que as mais velhas se foram, deixando espaço para as mais novas, e assim, continuarei cultivando borboletas sem flores.

Fazer o quê?! Sou apaixonada pelas cores...
             

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Vê se aprende.

Você mentiu, omitiu, sumiu. Deixou dúvidas, questões, decepções. Qual a sensação? Não sei lidar sem parecer que vivo em constante obsessão. Não espere que eu vá fechar a cara, não é do meu feitio. Não espere que eu vá ligar xingando, procurarei outra forma de preencher o vazio.
Eu vi você chegar, se aproximar e deixei entrar.
Agora pode ir. Vá sem pressa de voltar. Não tenho pressa pra perdoar.
Vê se aprende que o amor é uma coisa boa, mas não foi feita pra qualquer pessoa. Vê se aprende que o amor vai muito além do que você pensa saber. Vê se aprende que calar não é perdoar.

E vê se aprende, que o amor só tem sentido se você souber amar.
   

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Amanheceu.

Aí o dia amanhece e você percebe que aquele assunto desagradável, que tanto lhe marcou e machucou, já não tem aquele potencial todo. Não que tenha passado, não que tenha deixado de importar... Ele apenas não te faz ficar pensativo horas a fio, vários dias por semana. Ele apenas não está arrancando pedaços de você.
Percebe então que pode até soltar alguns sorrisos ao tocar no assunto, mas (in)voluntariamente alguns murmúrios passam por entre os dentes. É complicado.
É claro que tem aqueles momentos em que não dá pra controlar e o coração dá aquela pulsada mais forte. A garganta parece se fechar e os olhos começam a ficar sensíveis. Você tosse, coça o olho, fingindo ser uma irritação... No final você se cala, e fica assim por um breve momento mas que parece ser longo, bem longo. Por mais que tente não pensar, é inevitável.
A boa notícia é que, com o tempo, você aprende a relevar esses sintomas.

Aí o dia amanhece e você percebe que aquele assunto desagradável, que tanto lhe marcou e machucou, já não tem aquele potencial todo. Pois é.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Sentimentos.

Algumas coisas não tem forma, não tem sabor, não tem cheiro. E mesmo parecendo tão insignificante e apresentando um nível de periculosidade tão nulo, essas coisas podem te acertar em cheio, descer rasgando sua garganta e te fazer chorar por horas a fio. São o que costumam chamar de sentimentos. Te tiram o sono, a fome, o humor. Não são palpáveis, mas podem ser feridos. Não são visíveis, mas são notados com facilidade. E não adianta fingir, muito menos fugir. É inevitável. A dor da saudade, o sabor amargo de uma decepção... Não há remédio que cure, não há bebida que misture. Você cai, desaba e nem mesmo se move. Talvez um abraço apertado te faça sentir segurança por um momento, mas que abraço vai te apertar por dentro? Que beijo vai tocar sua mente? Quais palavras vão acalentar seu coração? Sentimento, sofrimento, desalento... Deixe de ser desatento. Reposicione pensamentos e prioridades. Não queira sentir a dor da perda, opte pela dor da saudade.
E não se esqueça: Deguste o doce sabor do amor, seja ele como for.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Tempo? Não tenho.

Temos muito ou pouco tempo? Há quem seja capaz de dizer que temos muito pouco tempo. Mas para quê? O tempo sempre foi algo relativo... Cada um tem o seu tempo e faz dele o que bem quer. Não entendo pessoas que justificam falta de interesse com falta de tempo. E entendo menos ainda quem se conforma com esse tipo de resposta. O tempo é contabilizado em momentos, não em minutos passados. O tempo de permanência na terra não é o mesmo tempo de vida... Viver em função do tempo é morrer a cada segundo que aquele seu relógio apressado conta. Um tic tac incessante, irritante, sufocante.
Não culpe o tempo por seus atrasos, por suas promessas não cumpridas. Não culpe o tempo por perder a oportunidade de ser feliz. Não culpe o tempo por ser inconstante, irresponsável e indiferente. Minutos, horas, dias... O tempo só existe pra te lembrar que nada é imortal. As oportunidades passam, os amores se vão e no final só resta você.
Você e seu relógio idiota.
Tempo é pra quem sabe usar, oportunidades são pra quem sabe aproveitá-las.
Por favor, não culpe o tempo ou a falta dele. Culpe sua incapacidade de assumir a falta de interesse.

O tempo pode até ser o melhor remédio, mas como veneno, ele é muito mais forte.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

sábado, 3 de agosto de 2013

Borboletas...

Acordou mas não se levantou. Manteve os olhos fechados por um longo espaço de tempo, na esperança de que os sonhos voltassem a passear pela sua mente. Não voltaram, ela então começou a vasculhar suas lembranças, em busca de um motivo para voltar a acreditar. Os encontrou, mas também encontrou vários motivos para não mais se importar.
Tinha aquela aparência de garota forte, quando na verdade tinha um coração frágil, que já havia sido machucado diversas vezes... O que acabou deixando o medo tomá-la por completo quando o assunto era confiar na palavra das pessoas. Não era rancorosa. Sofria, chorava, questionava e prometia não mais voltar atrás... Mas seu coração era grande demais, ela não conseguia negar aquele sentimento à ele. Por mais que ela soubesse que sofreria depois, ela gostava de sentir aquelas malditas borboletas no estômago, aquele frio subindo pelo seu corpo inteiro. Teimosa!
Acordou assustada, passeou tanto em suas lembranças que adormeceu. Não voltou pro sonho como queria, e por um lado foi até bom. Ela surta com uma facilidade impressionante, e no ritmo que ia, não estava longe de acontecer. Correu pro banho, ligou o chuveiro quente, deixou que a água percorresse todo seu corpo e formasse um escudo protetor do vento frio que entrava pela janela... Fechou os olhos e ficou ali, encolhida e cantando baixinho, tão baixinho que só ela e o coração sabiam qual música era. Demorou mais do que costuma no banho. Queria se arrumar para lidar com seus pensamentos. Roupa, perfume, lápis, blush e máscara para os cílios. Estava finalmente pronta. Sentou no sofá, ligou a TV e desligou o celular. Passou o dia todo daquela forma, envolvida em pensamentos e dúvidas, esperando que o ócio lhe trouxesse alguma solução... 
O dia chegou ao fim, ela novamente adormeceu e dessa vez foi embalada por sonhos que a fizeram sentir as borboletas brincando em seu estômago. Ela sabia que era um sonho, sabia que no futuro poderia sofrer, mas pelo sorriso que exibia não parecia se importar com as consequências. 
Fez das borboletas suas melhores amigas e brincava com elas constantemente. 
Dormindo ou acordada...

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
           

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Agosto... A gosto de quem?

Mês de agosto mal começou e as pessoas já estão fazendo dezenas de pedidos. Alguns pedem dinheiro, outros pedem fé, e alguns pedem até amor, como se essas coisas viessem embrulhadas com um laço de fita vermelho em cima. O problema é que poucas dessas pessoas se levantam e vão em busca daquilo que almejam. Querem que as coisas simplesmente aconteçam. O vento pode até mudar a direção, mas se você continuar indo em linha reta, seu destino será sempre o mesmo. Não importa quantos carros você tem, quantos pares de sapato de marca ficam entupindo seu armário. A estrada que você precisa percorrer não passa carro, não se pisa com sapato de marca. É preciso determinação e coragem pra seguir pela trilha estreita, se desviar dos galhos de preocupação, dos buracos de mentiras e das pedras de chateação. E essa trilha é estreita por um motivo: Você a percorre sozinho.
Não adianta se descabelar, ficar surtando pelos cantos, fazer alvoroço. Algumas pessoas simplesmente não se importam. Algumas nem mesmo notam. É como se você fosse invisível. E sinceramente, a sensação de ser invisível pro mundo é angustiante. Não grite só por dentro, um barulho no mundo externo às vezes é bom.
Portanto, não peça nada. Faça com que tudo aconteça.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
    

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vulnerabilidade.

Ela se viu correndo um risco antigo. Um risco do qual ela sabe que só corre se quiser. Não preciso nem dizer que ela preferiu "ver o que acontece se ela fizesse isso", certo? Ela foi, no princípio com cautela, bem devagar. Apalpando o fundo do caminho, sentindo se era firme o suficiente pra aguentar tanto peso - peso esse, do imenso coração. Foi seguindo, até que chegou ao ponto crucial da decisão: Se entregar ou recuar? Ela é teimosa e não gosta de dar passos na direção contrária. Tem o pensamento de que se a palavra "recuar" fosse uma coisa boa, não teria a sílaba do meio. É.
Então ela foi, e como num piscar de olhos, se viu com sorrisinhos bobos, olhos brilhando e aquelas borboletas chatas no estômago. Mas ela estava feliz com aquela sensação, andava pelas ruas com seu fone de ouvido que formava um tipo de escudo. Não via, não ouvia e no fundo, também não se importava com nada e ninguém. Só com aquelas malditas borboletas. Seus olhos mudam de cor de acordo com seu estado emocional, isso sim é lindo nela. É fácil reconhecer quando ela está apaixonada. Olhos brilhantes, mais claros, refletindo o quão radiante ela está por dentro. Só que tem um detalhe, ela não gosta dessa palavra "apaixonada". Se sente vulnerável demais, então vive também de óculos escuros pra esconder o brilho dos olhos. Mas ela não percebe que fica altamente mais sociável, sorridente e até mais bonita. Acorda cedo, sente o vento gélido que entra pela janela do quarto, se encolhe numa tentativa frustrada de parar no tempo e poder dormir mais um pouco. Tem uma vaga lembrança do que sonhou e sorri sozinha, olhando pro teto do quarto. Fica ali, na mesma posição por algum tempo, até que olha pro relógio e vê que já está atrasada. Ela se perde em pensamentos, em lembranças, se perde no tempo. Não nasceu pra cumprir horários, e não nasceu com o direito de escolher nada, portanto faz o que deve ser feito. Reclamando, mas faz...
Toma um banho pra acordar - mesmo sabendo que não funciona com ela -, se arruma com uma velocidade bem inferior a que ela deveria estar, e vai... Segue o dia sem roteiros, ela sempre os detestou.
Permanece apaixonada, vulnerável, provavelmente enrascada e consequentemente feliz.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma estaca.

Confesso que meus textos são melhores quando meu coração não está tão bem assim... Deve haver um tipo de equilíbrio. Se sinta mal, e seus textos serão bons. Se sinta bem, e seus textos não surtirão tanto efeito. É injusto? Sim, e como... Mas até que faz sentido. A dor faz tudo ficar mais... clichê? Será essa a palavra certa? Talvez. Confesso também que não sei exatamente como meu coração está pra ser colocado em palavras. Os textos funcionam como um “medidor da dor”. É sério... Façam uma comparação da qualidade do que foi escrito juntamente com o contexto e verão que o que falo faz sentido – pelo menos pra mim. Sabe o quê mais influencia? Música. Li na internet recentemente que é só mudar a música, que o humor também muda. Me vi naquela frase, me senti “musicopolar”. Quanto mais depressiva for a música, mais coisas fluem.
Sabe aquelas coisas que acontecem do nada, que você tem que registrar no exato momento, senão passam e você perde? Tipo um ângulo único pra uma fotografia, uma frase boa pra ajudar na composição de uma música, um abraço apertado em uma pessoa que você não vê com tanta frequência... Pois então, a inspiração – se é que posso chamar assim – vem exatamente dessa forma. Tem dias em que é preciso levantar da cama, pegar o primeiro pedaço de papel que encontrar e transferir seus pensamentos pra ele, independente de hora, lugar ou com quem você está.
Seria inocência e até mesmo um pouco de burrice querer depositar todo o dom da escrita das pessoas nos seus sentimentos, alguns simplesmente são o que são. Algumas pessoas nascem assim, dramáticas - aparentemente -, mas isso não significa que sejam. Sei lá, quando você pensa que sabe de algumas coisas, você acaba percebendo que na verdade não sabe nada. Quer pessoa mais perdida que eu? Quero tudo ao mesmo tempo, e em questão de segundos já não quero mais nada. Com isso, os textos acabam ficando sem uma base pra seguir. Cada um vem de uma forma, e confesso também que eu gosto disso.

Não acho que esse tenha sido um texto de confissões – até por que, eu teria que ficar aqui escrevendo por horas -, acho que voltei à estaca de escrever coisas sem sentido, sem roteiros e sem preocupações. Uma estaca que jamais me atrevo a chamar de zero, é uma estaca sem precedentes, sem antecedentes. Apenas uma estaca, a minha estaca.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu sei que sim.

Ela não para! Sempre em movimento, em um frenesi sem fim. Motivos aparentes não existem, está tudo na cabeça dela. Escondido, guardado, em lugares que ninguém jamais descobrirá... Como pode caber tanta coisa naquela cabecinha? É a mesma questão do enorme coração no seu pequeno corpo. Pra ela, tudo é mais intenso, as cores, os sabores, os odores, os amores e consequentemente, as dores. Mas ela não se importa, vive por aí, se doando ao máximo, e depois passa recolhendo os pedaços. Alguns ela descarta, a maior parte deles, pra ser sincera. E o pouco que ela guarda, costuma ter consequências absurdas. Deixar pra lá? Não, esse não é o tipo dela. Nada fica pela metade, nada passa despercebido. Ela é diferente, mas tão igual a todos ao mesmo tempo. Não guarda rancor, mas no fundo sente mágoas que só ela entende. Tem um sorriso mágico, contagiante, marcante. Andou aprontando, andou se descabelando, se rebelando. Eu deixei, é bom pra ela. E deixei por saber que ela tem algo muito importante, se chama limite. Vai até onde aguenta, vai com a cara e a coragem, mas não solta as rédeas nem por um instante... Se as coisas não seguem o seu ritmo, ela simplesmente dá as costas e segue o caminho contrário. Fica louca no início, e entra em uma briga consigo mesma. Não costuma deixar seu ego de lado. É parte fundamental dela. 
Meio cruel, mas ela gosta assim. Totalmente paranóica, mas eu gosto dela assim.
Mas no fundo, você é doce, menina. Eu sei que sim.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
         

Justificando paixões.

É bom quando se pega gosto por alguma coisa. Escrever passou de ser uma válvula de escape e se tornou uma coisa importante, diria até que indispensável. Seja sobre pensamentos, sobre visões turvas e até mesmo sobre “Ela”, por quem tenho um carinho muito grande e uma satisfação imensa em escrever sobre. Se ela existe ou não? É realmente um mistério, até mesmo pra mim. Algumas vezes acho que ela é real, em outras, apenas um personagem. Mas afinal, isso importa mesmo? Pra mim não. Ela é a criatura e eu sou a criadora. Agora entendo ainda melhor o que O Teatro Mágico quer dizer com “Criador, cria e atura”... É isso, eu criei “Ela” e sofro por ela. Sofro, torço, e dou alguns empurrõezinhos em algumas decisões, confesso. Quando escrevo, não solto palavras aleatórias atrás de algo bonitinho, eu escrevo “expondo a alma”, “libertando demônios”, criando e atuando. Apagando e modificando. Passado, presente, futuro. Tudo isso é possível quando se tem gosto pela criação. E é exatamente por isso que preciso escrever mais sobre “Ela”... Ela é um paradoxo ambulante e está me enlouquecendo com tantas coisas pra contar.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
      

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bons ventos...

Novos ventos ocupam as ruas, invadem casas e derrubam folhas... Novos ventos trazem frescor, sensação de liberdade e um som único no pé do ouvido. Novos ventos podem ser ruins, quando trazem consigo uma tempestade. Mas podem ser bons ventos, que trazem o perfume da pessoa amada minutos antes dela se aproximar de você. Novos ventos trazem novas esperanças, novas expectativas. Cheiro de filtro solar, que lembra praia, que lembra maré, que lembra ventos incessantes... Esses são bons ventos. Sem dúvida.
Ventos gélidos de inverno que passam pela janela, esfriando o assoalho e te fazendo lembrar o quão bom é andar usando meias pela casa. Aquelas folhas que caem das árvores no outono fazem uma dança sincronizada ao sinal de qualquer corrente de ar. A carta que você tenta escrever sentado em alguma praça, tende a sair voando ao menor descuido. Ela dança, fazendo movimentos leves, e você se vê correndo atrás daquele pedaço de papel, sentindo o mesmo vento que o leva pra longe, te empurrar ao encontro do mesmo. Ventos são sopros de vida. É uma forma simples, singela e quase imperceptível de retomar forças e ver que o tempo não para. Pois é, o tempo não para, o vento não para, a vida não para.
Aquele vento que passou por você jamais voltará, foi um sopro único...
Mas uma coisa é certa: Por mais desapontado que você esteja, haverá sempre um vento novo esperando pra soprar em seu rosto, em seu coração, em sua vida. Impulsione-se. Deixe-se voar.

Bons ventos para nós!

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Intensamente. Intensa mente!

Ela continua naquela correria interna. Tem suas certezas, mas com um problema... Todas as suas certezas estão repletas de dúvidas. Ela pensa se suas decisões foram as corretas e se vê surtando por pensar demais. Eu não disse que ela surta às vezes? Fico olhando pra ela... Tão decidida e serena por fora, e por dentro completamente perdida. Em certos momentos penso que ela vai explodir, mas logo me lembro que ela vive implodindo. Ela se arrisca, se ilude, se desfaz e refaz. Uma coisa não posso negar, ela é forte! Vai em frente, enfrenta! É nova, tem um mundo de oportunidades e de decepções pra viver. É triste, mas é a verdade. E ela sabe disso. Sente falta do tempo em que suas preocupações eram banais, aliás, quem não sente? Não a julgo, muito menos a culpo. No fundo, ela só quer ser feliz o tempo todo, mas isso é impossível. Ela não quer perder o que tem, o comodismo sempre foi seu maior companheiro. Amigos? Alguns... Amores? Caramba, como ela se apaixona rápido. Vive intensamente e ainda não parece suficiente. Talvez ela não esteja sendo tão intensa assim... Pontos de vista, garota! Encontre o certo, desfaça as malas e veja o que esqueceu de levar na última viagem. Vive pedindo conselhos, mas raramente escuta algum. Desfaça essa personalidade forte e sinta suas fraquezas, é nelas que você se encontra mais.
Ela é um paradoxo ambulante, completamente intrigante, até pra si mesma. Um dia ela se acerta, se encontra, se revela. Até lá, a única solução é deixar que ela viva.
Boa sorte, menina.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
  

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ela.

Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. Tinha obsessão por números, e preferência pelos pares. Era fácil agradá-la. Com um carinho, palavras bonitas e um pouco de atenção ela se entregava. Gostava de escrever e tinha um relacionamento lindo com a ortografia. Seja na primeira, segunda ou terceira pessoa, lá estava ela, escrevendo feito louca, "libertando seus demônios". Gostava de vírgulas, mas também de pontos finais. Era feliz em grande parte do tempo, tinha vários surtos, crises existenciais e as famosas TPM's.  Mas isso era por sua gigantesca dificuldade em dizer a palavra NÃO. Ela simplesmente não conseguia, e quando tentava, aquilo desencadeava uma série de conflitos e, por livre e espontânea pressão ela desistia de contrariar o comodismo e voltava a seguir o fluxo.
Não sei bem o que ela vai fazer durante a vida toda. Se irá continuar nesse ritmo de "vamos ver no que vai dar" ou se ela um dia vai pegar gosto pelo "vamos ver o que acontece se eu fizer isso".
Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. E assim como ela, as coisas por aqui estão terminando da mesma forma que começaram.
Pobre garota, mal sabe ela que se não mudar a direção, seu destino será sempre o mesmo.

Paciência. Esperança. Sorte.
É disso que ela precisa.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

segunda-feira, 15 de julho de 2013

3 dias.

E ela esperou... Esperou por minutos, por horas, por dias. Esperou por respostas, por notícias, por consideração. Mas não obteve êxito. Ela esperou sabendo que era em vão, ela insistiu. E a cada suspiro, ela sentia que deveria ter seguido seu instinto, seu coração, e evitado tudo aquilo. Tudo de novo. Ela sabia que aconteceria, e foi exatamente daquela forma. Ela estava certa por temer, por resistir. Mas ela se esqueceu de desligar o botão que controla as emoções e se entregou. Não tenho dó dela, só lamento que ela se deixe levar pelo enorme coração que habita aquele pequeno corpo. Ela esperou por esperança, esperou por esperar. Tinha milhares de justificativas e motivos pra si, mas no fim das contas ela esperou porquê quis. E de tanto esperar, ela acabou esquecendo o que estava esperando e viu que quando se esquece de respirar, não se deve mais esperar.
Ela olhou pro relógio, pro calendário, pro espelho. Não gostou do que viu, do que sentiu e do que perdeu. Retomou o ar, sentiu o peso do vazio que havia dentro dela e voltou a respirar.

Ela esperou porque quis, e decidiu não mais esperar pelo mesmo motivo.
Simplesmente porque ela podia.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

terça-feira, 9 de julho de 2013

Liberte-se, mostre-se, sinta-se.

Pelas estatísticas, as pessoas gostam de ler coisas bonitas. Escrever bem, colocar as palavras certas nos locais certos, faz sim uma diferença muito grande. Mas quando essas palavras vão além de um simples significado, elas te atingem em cheio e você nem percebe. Uma pessoa sábia - a mais sábia que conheci - sempre me falou sobre escrever com a alma. Palavras bonitas e sinceridade são importantes, mas quando se expõe a alma, tudo fica mais valioso, mais rico, e mais gostoso de se ler/ouvir e até mesmo de falar. Expor a alma é "libertar seus demônios", é se render ao amor próprio.
Liberte-se, mostre-se, sinta-se.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

Não é tão fácil assim.

Sabe o que há de errado com a "desculpa"?
Ela oferece ás pessoas a ideia errada de que os erros humanos podem ser resolvidos com uma palavra.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Além, porém aqui.

Recebi seu recado, sua música, ou melhor... a nossa música. Recebi seu toque, seu amor, seus ventos e suas lembranças. Recebi seu carinho, seu conforto, seu sorriso. Recebi mentalmente, e ali mesmo, na minha cabeça, juntei todas as peças, todos os seus jeitos e trejeitos, e consegui o que eu queria... Te sentir, te ouvir, te ver. Assim, de olhos fechados. Pude pegar cada palavra e transformá-las em som. Mas não em um som qualquer. Foi o som da sua voz. Com o devido tom, por vezes graves, vezes agudo. Com o devido sotaque, vezes lindo, vezes fofo. Seu sorriso sem graça, seu olhar profundo. Você esteve aqui por alguns instantes, sendo novamente, o meu mundo.

Me perdoe por desaparecer, por parar de escrever e por fingir te esquecer. Você está na minha escrita, em cada vírgula, em cada palavra, em cada linha e principalmente nas entrelinhas. Por mais que esse texto não se componha de entrelinhas, interrogações, nem coisas ocultas. Faz tempo que não escrevo algo tão claro. Não que fosse preciso, já que você me compreende mesmo quando nem eu mesma sou capaz de tal ato. Tem palavras que quando escrevo, são mais suas do que minhas.

Um sonho bom, um sorriso mágico, um abraço gostoso, um carinho único, um beijo marcante e uma saudade sem tamanho.

Sinto sua falta. Penso em você e me culpo por aquele momento em que perdi a pessoa mais incrivelmente incrível que conheci na vida.

Perdi a maior e melhor parte de mim, por isso essa condição de ser duas em uma. Mas que fique claro, que quem você procura, continua sim por aqui. Eu continuo aqui. Continuo sendo sua, continuo sendo sua menina, sua pequena, e você continua sendo o meu papo de bêbada - sério, rs -, a minha história de amor, meu conto de fadas, e o meu amor de vidas passadas.

O problema é que nessa de me perder, perdi também minhas palavras. Perdi a capacidade de falar sobre você da maneira que eu realmente sinto e penso. Mas não sei em quê eu estava pensando quando achei que conseguiria escrever algo digno de você. Nunca foi fácil, e nunca vai ser.

Você é absurdamente importante e marcante na minha vida.
Por favor, não me esqueça.

"It’s you, it’s you, it’s all for you..."



Eu amo você.
Eternamente.
                  

sábado, 20 de abril de 2013

Chega de razões.

Não sou de debater quando não tenho certeza de algo. Nunca discuto quando sei que não terei argumentos suficientes. Sou direta, de forma discreta. Certas pessoas me conhecem de uma forma inexplicável, onde eu não preciso ser direta, não preciso nem dizer nada. Elas simplesmente sabem o que se passa na minha cabeça, no meu espírito e nas minhas entrelinhas. Isso me encanta, me assusta, e essa contradição me faz amar absurdamente. Já outras pessoas, não conseguem compreender meus olhares, meus sinais, nada. Caramba, sou uma pessoa que fala com o olhar! E olha só, eu já disse isso verbalmente! Se esforce mais, tente me ler, me descrever. Me surpreenda! Gosto de surpresas. Tenho uma visão muito turva, e uma confiança quase nula. Sinceramente, não vai funcionar. Nessas situações, o que eu mais quero é me enganar. Quero ouvir "Você está errada!". Tom de voz alterado, palpitações, olhos cobertos em sangue de raiva, respiração ofegante, dedos sendo apontados. Quero tudo isso, quero estar errada, quero ser a paranóica. Olhe pro meu interior, e diga! 
Você não consegue. 
E eu já sabia desde o começo. 
Novamente eu estava certa em relação a tudo. Trágico.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
    

segunda-feira, 25 de março de 2013

Charada pra vida inteira.

"Qual a diferença entre a confiança e o cristal?"
- As pessoas tem medo de quebrar o cristal.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
          

sexta-feira, 1 de março de 2013

Verdade, ou não?

Tenho pressa pra compromissos não marcados. Tenho medo de coisas que não existem. Acredito em coisas que o mundo não conhece. Não amo com facilidade. Não amo por obrigação. Faço drama e depois me arrependo. Grito, mas minha mente se mantém em silêncio. Gosto de superar expectativas. Sinto prazer em presentear. Falo muito, falo pouco, não falo. Digo que quero, mas não quero. Digo que não quero, mas espero. Sou romântica, sou grossa, sou indiferente. Sou bagunceira, sou organizada de um jeito (in)competente. Sou virgem, setembro me escolheu e acolheu. 20 anos, ou será 32? Quem sabe 13... Madura, imatura, inconstante. Tenho segredos que jamais serão revelados. Tenho desejos que não devem ser mencionados. Tenho dúvidas simples. Faço perguntas que não tem resposta. Tenho respostas pra coisas que eu nem sabia que tinha conhecimento. Meus olhos são sensíveis e lacrimejam quando ando na direção contrária ao vento. Tenho alergia a poeira, fungos e a vagos pensamentos. Sinto saudade de abraços que nunca senti. Sinto falta de pessoas que não conheci. Me apaixono por melodias. Choro com filmes, seriados e afins. Me preocupo com as pessoas e esqueço de mim. Faço, desfaço, refaço. Me estilhaço em mil pedaços. Me perco, me encontro e me escondo.
Falando de mim, assim, até esqueço do tempo, do vento, da razão.
Mas não me questione sobre quem sou, nem eu sei se tudo que escrevi é verdade, ou não.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Be yourself.

Hoje não quero frases com coisas subtendidas ou algo do tipo. Quero ser mais objetiva, quero falar mais, explorar as coisas que ficam passeando pela minha mente. Afinal, é bom se libertar às vezes.
Já falei algo do tipo aqui, na verdade falei exatamente isso, mas é sempre bom lembrar os outros e até a mim mesma da intensidade que existe em mim. Sou intensa, sou explosiva. Sou oito ou oitenta. Não me venha com seus trintas ou quarentas, nem mesmo setentas. Ou me entrego por completo, ou não me entrego. É sério.
Às vezes me complico, já que quero sempre fazer mais do que é realmente possível. Encaro, fantasio, faço planos e realmente acredito que vai dar tudo certo. Mas é claro que a vida vive me dando choques de realidade, me fazendo voltar -na maioria das vezes, bruscamente- a por os pés no chão. Confesso, não é a melhor sensação do mundo, e eu demoro um pouco a aceitar e concordar com algumas coisas. Posso dizer até que não aceito algumas situações, apenas me conformo.
Geralmente ouço pessoas dizerem que temos que ser forte e enfrentar as coisas, e ir até o fim. Respeito, mas não concordo. E se esse "fim" for te levar diretamente pro seu fim? Pro fundo do poço. Não me parece muito agradável. Aprendi que se algo não te faz bem, só te faz sofrer e te proporciona muito mais momentos tristes do que felizes, esse "algo", seja ele qual for, não pode ser bom. A partir do momento em que você não consegue ter lembranças boas por culpa das ruins que te consomem, sinceramente, não vale a pena continuar. Já cansei de ouvir que a vida é curta demais, portanto devemos viver ela "adoidados". Caramba, que filosofia estranha que infelizmente todos vivem repassando.
Não pense que você é jovem, que tem a vida inteira pela frente e que nada vai te abater. Quem te garante que a sua vida inteira vai durar 80, 90 anos? Até os "super-heróis" tem suas fraquezas, já percebeu isso? É ingenuidade não pensar nisso.
Cada um tem o seu ponto de vista e, por esse motivo, na maioria das vezes só enxerga com o ângulo que mais lhe convém. Porém o erro maior é exatamente esse. Não é porquê lhe convém, que você deve tapar os olhos pro que existe ao redor.
Seja você mesmo, seja racional, mas nunca deixe de ser humano.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Puro comodismo.

A maior parte das pessoas consiste seu pré julgamento baseado em seu "pré conhecimento". Pura tolice. Puro comodismo.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pode anotar.

Acredite, se eu disser que tanto faz, não olho mais pra trás.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pense nisso.

Se eu me calar diante de uma situação desagradável, não pense que estou ignorando, eu posso estar apenas te poupando.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

Quer saber?!

Tem certas perguntas que não merecem nem serem respondidas.
Por mais ironia que se use na resposta, ainda não vale a pena.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
     

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quer um conselho?

Não duvide nunca da sua intuição... Ela tende a estar certa 99,9% das vezes.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

A verdade é que...

Idiota não é o erro, e sim a pessoa que o comete.

-Hoje eu só quero que o dia termine bem...