terça-feira, 30 de julho de 2013

Uma estaca.

Confesso que meus textos são melhores quando meu coração não está tão bem assim... Deve haver um tipo de equilíbrio. Se sinta mal, e seus textos serão bons. Se sinta bem, e seus textos não surtirão tanto efeito. É injusto? Sim, e como... Mas até que faz sentido. A dor faz tudo ficar mais... clichê? Será essa a palavra certa? Talvez. Confesso também que não sei exatamente como meu coração está pra ser colocado em palavras. Os textos funcionam como um “medidor da dor”. É sério... Façam uma comparação da qualidade do que foi escrito juntamente com o contexto e verão que o que falo faz sentido – pelo menos pra mim. Sabe o quê mais influencia? Música. Li na internet recentemente que é só mudar a música, que o humor também muda. Me vi naquela frase, me senti “musicopolar”. Quanto mais depressiva for a música, mais coisas fluem.
Sabe aquelas coisas que acontecem do nada, que você tem que registrar no exato momento, senão passam e você perde? Tipo um ângulo único pra uma fotografia, uma frase boa pra ajudar na composição de uma música, um abraço apertado em uma pessoa que você não vê com tanta frequência... Pois então, a inspiração – se é que posso chamar assim – vem exatamente dessa forma. Tem dias em que é preciso levantar da cama, pegar o primeiro pedaço de papel que encontrar e transferir seus pensamentos pra ele, independente de hora, lugar ou com quem você está.
Seria inocência e até mesmo um pouco de burrice querer depositar todo o dom da escrita das pessoas nos seus sentimentos, alguns simplesmente são o que são. Algumas pessoas nascem assim, dramáticas - aparentemente -, mas isso não significa que sejam. Sei lá, quando você pensa que sabe de algumas coisas, você acaba percebendo que na verdade não sabe nada. Quer pessoa mais perdida que eu? Quero tudo ao mesmo tempo, e em questão de segundos já não quero mais nada. Com isso, os textos acabam ficando sem uma base pra seguir. Cada um vem de uma forma, e confesso também que eu gosto disso.

Não acho que esse tenha sido um texto de confissões – até por que, eu teria que ficar aqui escrevendo por horas -, acho que voltei à estaca de escrever coisas sem sentido, sem roteiros e sem preocupações. Uma estaca que jamais me atrevo a chamar de zero, é uma estaca sem precedentes, sem antecedentes. Apenas uma estaca, a minha estaca.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu sei que sim.

Ela não para! Sempre em movimento, em um frenesi sem fim. Motivos aparentes não existem, está tudo na cabeça dela. Escondido, guardado, em lugares que ninguém jamais descobrirá... Como pode caber tanta coisa naquela cabecinha? É a mesma questão do enorme coração no seu pequeno corpo. Pra ela, tudo é mais intenso, as cores, os sabores, os odores, os amores e consequentemente, as dores. Mas ela não se importa, vive por aí, se doando ao máximo, e depois passa recolhendo os pedaços. Alguns ela descarta, a maior parte deles, pra ser sincera. E o pouco que ela guarda, costuma ter consequências absurdas. Deixar pra lá? Não, esse não é o tipo dela. Nada fica pela metade, nada passa despercebido. Ela é diferente, mas tão igual a todos ao mesmo tempo. Não guarda rancor, mas no fundo sente mágoas que só ela entende. Tem um sorriso mágico, contagiante, marcante. Andou aprontando, andou se descabelando, se rebelando. Eu deixei, é bom pra ela. E deixei por saber que ela tem algo muito importante, se chama limite. Vai até onde aguenta, vai com a cara e a coragem, mas não solta as rédeas nem por um instante... Se as coisas não seguem o seu ritmo, ela simplesmente dá as costas e segue o caminho contrário. Fica louca no início, e entra em uma briga consigo mesma. Não costuma deixar seu ego de lado. É parte fundamental dela. 
Meio cruel, mas ela gosta assim. Totalmente paranóica, mas eu gosto dela assim.
Mas no fundo, você é doce, menina. Eu sei que sim.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
         

Justificando paixões.

É bom quando se pega gosto por alguma coisa. Escrever passou de ser uma válvula de escape e se tornou uma coisa importante, diria até que indispensável. Seja sobre pensamentos, sobre visões turvas e até mesmo sobre “Ela”, por quem tenho um carinho muito grande e uma satisfação imensa em escrever sobre. Se ela existe ou não? É realmente um mistério, até mesmo pra mim. Algumas vezes acho que ela é real, em outras, apenas um personagem. Mas afinal, isso importa mesmo? Pra mim não. Ela é a criatura e eu sou a criadora. Agora entendo ainda melhor o que O Teatro Mágico quer dizer com “Criador, cria e atura”... É isso, eu criei “Ela” e sofro por ela. Sofro, torço, e dou alguns empurrõezinhos em algumas decisões, confesso. Quando escrevo, não solto palavras aleatórias atrás de algo bonitinho, eu escrevo “expondo a alma”, “libertando demônios”, criando e atuando. Apagando e modificando. Passado, presente, futuro. Tudo isso é possível quando se tem gosto pela criação. E é exatamente por isso que preciso escrever mais sobre “Ela”... Ela é um paradoxo ambulante e está me enlouquecendo com tantas coisas pra contar.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
      

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Bons ventos...

Novos ventos ocupam as ruas, invadem casas e derrubam folhas... Novos ventos trazem frescor, sensação de liberdade e um som único no pé do ouvido. Novos ventos podem ser ruins, quando trazem consigo uma tempestade. Mas podem ser bons ventos, que trazem o perfume da pessoa amada minutos antes dela se aproximar de você. Novos ventos trazem novas esperanças, novas expectativas. Cheiro de filtro solar, que lembra praia, que lembra maré, que lembra ventos incessantes... Esses são bons ventos. Sem dúvida.
Ventos gélidos de inverno que passam pela janela, esfriando o assoalho e te fazendo lembrar o quão bom é andar usando meias pela casa. Aquelas folhas que caem das árvores no outono fazem uma dança sincronizada ao sinal de qualquer corrente de ar. A carta que você tenta escrever sentado em alguma praça, tende a sair voando ao menor descuido. Ela dança, fazendo movimentos leves, e você se vê correndo atrás daquele pedaço de papel, sentindo o mesmo vento que o leva pra longe, te empurrar ao encontro do mesmo. Ventos são sopros de vida. É uma forma simples, singela e quase imperceptível de retomar forças e ver que o tempo não para. Pois é, o tempo não para, o vento não para, a vida não para.
Aquele vento que passou por você jamais voltará, foi um sopro único...
Mas uma coisa é certa: Por mais desapontado que você esteja, haverá sempre um vento novo esperando pra soprar em seu rosto, em seu coração, em sua vida. Impulsione-se. Deixe-se voar.

Bons ventos para nós!

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Intensamente. Intensa mente!

Ela continua naquela correria interna. Tem suas certezas, mas com um problema... Todas as suas certezas estão repletas de dúvidas. Ela pensa se suas decisões foram as corretas e se vê surtando por pensar demais. Eu não disse que ela surta às vezes? Fico olhando pra ela... Tão decidida e serena por fora, e por dentro completamente perdida. Em certos momentos penso que ela vai explodir, mas logo me lembro que ela vive implodindo. Ela se arrisca, se ilude, se desfaz e refaz. Uma coisa não posso negar, ela é forte! Vai em frente, enfrenta! É nova, tem um mundo de oportunidades e de decepções pra viver. É triste, mas é a verdade. E ela sabe disso. Sente falta do tempo em que suas preocupações eram banais, aliás, quem não sente? Não a julgo, muito menos a culpo. No fundo, ela só quer ser feliz o tempo todo, mas isso é impossível. Ela não quer perder o que tem, o comodismo sempre foi seu maior companheiro. Amigos? Alguns... Amores? Caramba, como ela se apaixona rápido. Vive intensamente e ainda não parece suficiente. Talvez ela não esteja sendo tão intensa assim... Pontos de vista, garota! Encontre o certo, desfaça as malas e veja o que esqueceu de levar na última viagem. Vive pedindo conselhos, mas raramente escuta algum. Desfaça essa personalidade forte e sinta suas fraquezas, é nelas que você se encontra mais.
Ela é um paradoxo ambulante, completamente intrigante, até pra si mesma. Um dia ela se acerta, se encontra, se revela. Até lá, a única solução é deixar que ela viva.
Boa sorte, menina.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
  

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ela.

Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. Tinha obsessão por números, e preferência pelos pares. Era fácil agradá-la. Com um carinho, palavras bonitas e um pouco de atenção ela se entregava. Gostava de escrever e tinha um relacionamento lindo com a ortografia. Seja na primeira, segunda ou terceira pessoa, lá estava ela, escrevendo feito louca, "libertando seus demônios". Gostava de vírgulas, mas também de pontos finais. Era feliz em grande parte do tempo, tinha vários surtos, crises existenciais e as famosas TPM's.  Mas isso era por sua gigantesca dificuldade em dizer a palavra NÃO. Ela simplesmente não conseguia, e quando tentava, aquilo desencadeava uma série de conflitos e, por livre e espontânea pressão ela desistia de contrariar o comodismo e voltava a seguir o fluxo.
Não sei bem o que ela vai fazer durante a vida toda. Se irá continuar nesse ritmo de "vamos ver no que vai dar" ou se ela um dia vai pegar gosto pelo "vamos ver o que acontece se eu fizer isso".
Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. E assim como ela, as coisas por aqui estão terminando da mesma forma que começaram.
Pobre garota, mal sabe ela que se não mudar a direção, seu destino será sempre o mesmo.

Paciência. Esperança. Sorte.
É disso que ela precisa.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

segunda-feira, 15 de julho de 2013

3 dias.

E ela esperou... Esperou por minutos, por horas, por dias. Esperou por respostas, por notícias, por consideração. Mas não obteve êxito. Ela esperou sabendo que era em vão, ela insistiu. E a cada suspiro, ela sentia que deveria ter seguido seu instinto, seu coração, e evitado tudo aquilo. Tudo de novo. Ela sabia que aconteceria, e foi exatamente daquela forma. Ela estava certa por temer, por resistir. Mas ela se esqueceu de desligar o botão que controla as emoções e se entregou. Não tenho dó dela, só lamento que ela se deixe levar pelo enorme coração que habita aquele pequeno corpo. Ela esperou por esperança, esperou por esperar. Tinha milhares de justificativas e motivos pra si, mas no fim das contas ela esperou porquê quis. E de tanto esperar, ela acabou esquecendo o que estava esperando e viu que quando se esquece de respirar, não se deve mais esperar.
Ela olhou pro relógio, pro calendário, pro espelho. Não gostou do que viu, do que sentiu e do que perdeu. Retomou o ar, sentiu o peso do vazio que havia dentro dela e voltou a respirar.

Ela esperou porque quis, e decidiu não mais esperar pelo mesmo motivo.
Simplesmente porque ela podia.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
       

terça-feira, 9 de julho de 2013

Liberte-se, mostre-se, sinta-se.

Pelas estatísticas, as pessoas gostam de ler coisas bonitas. Escrever bem, colocar as palavras certas nos locais certos, faz sim uma diferença muito grande. Mas quando essas palavras vão além de um simples significado, elas te atingem em cheio e você nem percebe. Uma pessoa sábia - a mais sábia que conheci - sempre me falou sobre escrever com a alma. Palavras bonitas e sinceridade são importantes, mas quando se expõe a alma, tudo fica mais valioso, mais rico, e mais gostoso de se ler/ouvir e até mesmo de falar. Expor a alma é "libertar seus demônios", é se render ao amor próprio.
Liberte-se, mostre-se, sinta-se.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
 

Não é tão fácil assim.

Sabe o que há de errado com a "desculpa"?
Ela oferece ás pessoas a ideia errada de que os erros humanos podem ser resolvidos com uma palavra.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...