terça-feira, 16 de julho de 2013

Ela.

Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. Tinha obsessão por números, e preferência pelos pares. Era fácil agradá-la. Com um carinho, palavras bonitas e um pouco de atenção ela se entregava. Gostava de escrever e tinha um relacionamento lindo com a ortografia. Seja na primeira, segunda ou terceira pessoa, lá estava ela, escrevendo feito louca, "libertando seus demônios". Gostava de vírgulas, mas também de pontos finais. Era feliz em grande parte do tempo, tinha vários surtos, crises existenciais e as famosas TPM's.  Mas isso era por sua gigantesca dificuldade em dizer a palavra NÃO. Ela simplesmente não conseguia, e quando tentava, aquilo desencadeava uma série de conflitos e, por livre e espontânea pressão ela desistia de contrariar o comodismo e voltava a seguir o fluxo.
Não sei bem o que ela vai fazer durante a vida toda. Se irá continuar nesse ritmo de "vamos ver no que vai dar" ou se ela um dia vai pegar gosto pelo "vamos ver o que acontece se eu fizer isso".
Ela era uma pessoa simples, com um enorme coração. E assim como ela, as coisas por aqui estão terminando da mesma forma que começaram.
Pobre garota, mal sabe ela que se não mudar a direção, seu destino será sempre o mesmo.

Paciência. Esperança. Sorte.
É disso que ela precisa.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
   

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