segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eu sei que sim.

Ela não para! Sempre em movimento, em um frenesi sem fim. Motivos aparentes não existem, está tudo na cabeça dela. Escondido, guardado, em lugares que ninguém jamais descobrirá... Como pode caber tanta coisa naquela cabecinha? É a mesma questão do enorme coração no seu pequeno corpo. Pra ela, tudo é mais intenso, as cores, os sabores, os odores, os amores e consequentemente, as dores. Mas ela não se importa, vive por aí, se doando ao máximo, e depois passa recolhendo os pedaços. Alguns ela descarta, a maior parte deles, pra ser sincera. E o pouco que ela guarda, costuma ter consequências absurdas. Deixar pra lá? Não, esse não é o tipo dela. Nada fica pela metade, nada passa despercebido. Ela é diferente, mas tão igual a todos ao mesmo tempo. Não guarda rancor, mas no fundo sente mágoas que só ela entende. Tem um sorriso mágico, contagiante, marcante. Andou aprontando, andou se descabelando, se rebelando. Eu deixei, é bom pra ela. E deixei por saber que ela tem algo muito importante, se chama limite. Vai até onde aguenta, vai com a cara e a coragem, mas não solta as rédeas nem por um instante... Se as coisas não seguem o seu ritmo, ela simplesmente dá as costas e segue o caminho contrário. Fica louca no início, e entra em uma briga consigo mesma. Não costuma deixar seu ego de lado. É parte fundamental dela. 
Meio cruel, mas ela gosta assim. Totalmente paranóica, mas eu gosto dela assim.
Mas no fundo, você é doce, menina. Eu sei que sim.

- Hoje eu só quero que o dia termine bem...
         

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