terça-feira, 19 de novembro de 2013

A arte de cultivar borboletas.

Eu ainda sinto aquelas malditas borboletas, parecem nunca dormir... No final, sou eu quem adormeço enquanto elas brincam em meu estômago, fazem piruetas, giram, e eu só queria arrancá-las de lá. Guardá-las em uma caixa de vidro, onde eu pudesse ver suas cores e formas sempre que tivesse vontade e pudesse tampá-las quando não quisesse mais aquelas piruetas infinitas. Algumas morreriam com o tempo, eu as tiraria e substituiria por novas se quisesse. Simples, rápido, triste. Difícil dizer o que seria menos doloroso, ver as borboletas morrerem em uma caixa ou deixar que tenham uma vida longa - ou não - em meu estômago. Prefiro deixar como está, elas voarão quando quiserem, para aonde quiserem. Um dia vou me dar conta de que as mais velhas se foram, deixando espaço para as mais novas, e assim, continuarei cultivando borboletas sem flores.

Fazer o quê?! Sou apaixonada pelas cores...
             

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